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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Soneto da praia doce

"Amigos, óh amigos!
Tenhamos senso de honra...
Foi necessária nossa partida,
Mas, precisamos retornar."





Agora, o sol sobre os rastros finos
Além dele, outras, milhares de estrelas sobre
Os rastros, meu rastro deixado nessa estrada amarela
De cascalho, poeira, um cavalo miserável e o cachorro late...


... Quando a carroça passa, chicote ecoa, som de cascos, galope trôpego
Latidos, cascos, chicotadas, relinchos e o calor do sol, pedaladas
Ardem à tarde; trapos flutuam, suor escorre, sal, marrom e azul
Rumo ao rio, eu, a carroça, cavalo, esforço lento, exato; um buraco


Por ele, saem e observam-nos, uma família de corujas
Continuam a observar quem passa, quem rasteja, quem voa
Depois do córrego, subida; curva a esquerda, a carroça me ultrapassa


Bicicleta e cascalho não combinam; vou indo, depois da quase-reta, curva à esquerda, mata
No rio azul é lá que vou passar toda à tarde de terça-feira
Encontrar os amigos, sentar à beira; falar de alquimias e pintar quadros de flores vermelhas




*A Miguelópolis SP e sua prainha de água doce,
Presente do Rio Grande.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

No outono o céu tem mais cores




Naquela fria tarde de outono, minhas retinas fatigadas viram, estupefatas, essa cena colorida.


Crepúsculo no rio grande registrado à posteridade...