domingo, 26 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

Músicas que mencionam livros: VILA DO SOSSEGO: ZÉ RAMALHO

VILA DO SOSSEGO: ZÉ RAMALHO

Oh, eu não sei se eram os antigos que diziam
Em seus papiros Papilon já me dizia
Que nas torturas toda carne se trai
Que normalmente, comumente, fatalmente, felizmente,
Displicentemente o nervo se contrai
Oh, com precisão

(Nos aviões que vomitavam pára-quedas)
Nas casamatas, casas vivas, caso morras
E nos delírios meus grilos temer
O casamento, o rompimento, o sacramento, o documento
Como um passatempo quero mais te ver
Oh, com aflição

Meu treponema não é pálido nem viscoso
Os meus gametas se agrupam no meu som
E as querubinas meninas rever
Um compromisso submisso, rebuliço no cortiço
Chame o Padre "Ciço" para me benzer
Oh, com devoção



Sobre o trecho:
"Nos aviões que vomitavam pára-quedas..."
Zé Ramalho encontrou e extraiu essa frase por meio do livro 'Piloto de Guerra' do autor Saint-Exupéry, sua fonte de inspiração.


Essa canção faz parte do primeiro disco e leva o nome da casa "Vila do Sossego" onde o cantor residia na praia de Maraíra em João Pessoa.



*Fonte: Youtube

terça-feira, 7 de junho de 2011

Músicas que mencionam livros: Retórica sentimental: Belchior




Retórica sentimental: Belchior

Moro num lugar comum, perto daqui, chamado Brasil.
Feito de três raças tristes, folhas verdes de tabaco
E o guaraná guarani.
Alegria, namorados, alegria de Ceci.
Manequins emocionadas:
- São touradas de Madrid...
Que em matéria de palmeira ainda tem o buriti perdido.
Símbolo de nossa adolescência,
Signo de nossa inocência índia, sangue tupi.
E por falar no sabiá, o poeta Gonçalves Dias é que sabia...
Sabe lá se não queria
Uma Europa bananeira.
- Diga lá, tristes trópicos,
Sabiá laranjeiras.
Aliás, meu camarada, o cantor popular falou divinamente:
Deus é uma coisa brasileira, nordestinamente paciente.
Oh! blood moon.

*Fonte: Vagalume

Tristes Trópicos (fr: Tristes Tropiques ) é um livro do antropólogo e filósofo francês Claude Lévi-Strauss publicado em 1955, na França, pela Editora Plon (Paris).
Uma narrativa etnográfica romanceada, com excertos curiosos sobre sociedades indígenas brasileiras. Aparentemente, apenas um livro de viagem, mas, repleto de passagens onde o autor faz especulações filosóficas sobre o status da Antropologia; análise comparativa de religiões, entre o Novo e o Velho Mundo, as concepções de progresso e de civilização.

Essa canção faz parte do álbum: Medo de Avião de 1979.

Na letra, há a citação de uma personagem:
"...ALEGRIA NAMORADOS, ALEGRIA DE CECI"
Ceci e Peri
são os personagens principais do romance O Guarani, do escritor José de Alencar, inicialmente publicado em forma de folhetim em 1857 quando obteve grande reconhecimento pelo público.
A fase indianista do romancista José de Alencar produziu essa pérola da literatura nacional onde o amor rompe barreiras e grita ao mundo que desconhece limites.
Ambientada numa época em que os preconceitos sociais, tornavam uma verdadeira heresia o amor entre brancos e índios, o Guarani conta o nascimento, crescimento e sacrifício do amor entre Ceci e Peri.
A jovem Ceci, filha de rico proprietário de terras, linda e pura de sentimentos, nutre por Peri, índio criado pela sua família, um sentimento que nem ela mesma consegue identificar como "amor".
Tivessem os nossos jovens hoje mais interesse por esse tipo de leitura, o amor com certeza seria mais valorizado, teria mais sabor.


E para encerrar o tema, temos:
"...E POR FALAR NO SABIÁ
O POETA GONÇALVES DIAS É QUEM SABIA".

O poeta Antônio Gonçalves Dias, que se orgulhava de ter no sangue as três raças formadoras do povo brasileiro (branca, indígena e negra), nasceu no Maranhão em 10 de agosto de 1823.
Em 1840 foi para Portugal cursar Direito na Faculdade de Coimbra. Ali, entrou em contato com os principais escritores da primeira fase do Romantismo português.
Em 1843, inspirado na saudade da pátria, escreveu:
"Canção do Exílio".

Deve-se a Gonçalves Dias a consolidação do Romantismo no Brasil.
Isso porque o poeta trabalhou com maestria todas as características iniciais da primeira fase do Romantismo brasileiro.
De sua obra, geralmente dividida em lírica, medieval e nacionalista, destacam-se "I-Juca Pirama", "Os Tibiramas" e "Canção do Tamoio".
Sem sombra de dúvida, essa canção repleta de elementos literários é uma obra-prima do mestre Belchior.
*Fonte: youtube

domingo, 5 de junho de 2011

Músicas que citam livros: 40 - U2





‘40’, é a décima e última faixa do álbum "War" de 1983 do U2.
A canção é conhecida pelas performances ao vivo nos primeiros anos de carreira da banda irlandesa.
A letra é uma adaptação do Salmo 40, aliás, um dos meus preferidos.


40: U2

 

I waited patiently for the Lord.
He inclined and heard my cry.
He brought me up out of the pit
Out of the miry clay.

I will sing, sing a new song.
I will sing, sing a new song.
How long to sing this song?
How long to sing this song?
How long, how long, how long
How long to sing this song?

You set my feet upon a rock
And made my footsteps firm.
Many will see, many will see and hear.

I will sing, sing a new song.
I will sing, sing a new song
I will sing, sing a new song.
I will sing, sing a new song
How long to sing this song?
How long to sing this song?
How long to sing this song?
How long to sing this song?


Tradução de: 40: U2

Eu esperei pacientemente pelo Senhor.
Ele se inclinou sobre mim e ouviu meu clamor.
Ele me puxou e me tirou do poço,
Para fora de um barro lamacento.

Eu cantarei, cantarei uma nova canção.
Eu cantarei, cantarei uma nova canção.
Quanto tempo cantarei esta canção?
Quanto tempo cantarei esta canção?
Quanto tempo? Quanto tempo? Quanto tempo?
Quanto tempo cantarei esta canção?

Colocou meus pés sobre uma rocha,
E os fez caminharem firmemente.
Muitos verão, muitos verão e ouvirão.

Eu cantarei, cantarei uma nova canção.
Eu cantarei, cantarei uma nova canção.
Eu cantarei, cantarei uma nova canção.
Eu cantarei, cantarei uma nova canção.
Quanto tempo cantarei esta canção?
Quanto tempo cantarei esta canção?
Quanto tempo cantarei esta canção?
Quanto tempo cantarei esta canção?

*Fonte: Vagalume


Fonte: Youtube

terça-feira, 1 de março de 2011

As bengalas do professor











Boa noite professor...

... O senhor já viu o novo quadro do pintor?

Aquele quadro do Guimarães Rosa montado em um cavalo negro?

Sim, esse mesmo... O que achou?

A sombra entre os dois poderia ter ficado

melhor



Ah, professor...

Nenhum detalhe escapa ao senhor!

Afinal, qual matéria, na escola, lecionou?

Todas meu filho, todas!

Inclusive literatura grega e arte chinesa



Tem certeza?

Por aqui, nunca tivemos essas matérias!

Você já foi meu aluno?

Não...

... Então!



Eis que, chega o pintor acompanhado de um amigo

Boa noite senhores, o que se passa?

Estávamos falando do seu quadro mais recente...

... Hum, o que achou professor?

Você, meu filho, bem que poderia fazer coisa mais decente!



E, o amigo do pintor pôs-se a rir freneticamente

Quem é você? - Indagou o poeta amigo do professor

Eu sou colecionador de besouros e também sou escritor

Escrevo livros infantis, pois os besouros não estão cobrindo as despesas

Vamos tomar uma cerveja, temos muito assunto para essa noite



O professor adentrou-se e sumiu por breve instante

Voltou com latas de cerveja e várias bengalas

Tomem as cervejas enquanto mostro-lhes minha nova ocupação

Agora me tornei colecionador de bengalas!

Vejam esses exemplares que arranjei na Estação da Luz



Credo em cruz!

Essas bengalas devem ter saído de algum sarcófago

E todos se puseram a rir, menos o professor

Idiotas, não sabem apreciar objetos de valor!

Não entendem quando estão diante de uma verdadeira escultura em madeira?



Mas, o senhor não era colecionador de máquinas de escrever?

Isso mesmo, era sim!

As vendi para comprar essas nobres e valiosas bengalas

Vejam essa daqui, pertenceu a Mário Quintana

E essa outra foi usada por Charlie Chaplin



O senhor não nos engana

Essas bengalas não foram nem de Chaplin

Muito menos de Quintana!

Vamos acabar com essa cerveja

E dar o fora, seu velho sacana!



Todos riram e brindaram a amizade

O poeta abriu um caderninho

E iniciou alguns versos sobre a ocasião

O colecionador de besouros resolveu partir e todos se retiraram

O professor agradeceu-lhes a visita e voltou para a sua solidão



*Baseado em conto de Fernando Sabino



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sobre François-Marie Arouet, o Voltaire




I



Luís XIV reinava a França em 1694.

Seu reinado era próspero para a realeza, mas infeliz para o povo francês.

A sede da corte era em Versalhes, na verdade um paraíso aos subordinados e aliados de Sua Majestade.

Construíra-se uma vida artificial e parasitária ao redor de Luís XIV.

Uma nobreza ociosa que preenchia seu tempo com concursos literários, teatrais, ocultismo e filosofias.

Enquanto o povo, fora dos muros reais, sucumbia à miséria, a fome e aos altos impostos.

Naquele ano, no dia 21 de novembro nascia uma das figuras mais célebres da história da humanidade: François-Marie Arouet, o futuro "Voltaire".



II



O jovem Voltaire crescia numa pequena cidade, alheio a tudo isso, mas, em meio aos livros e estudos promovidos por uma senhora simpatizante da família Arouet.

Esse mergulho na leitura determinou os rumos de sua vida.

Matriculou-se no curso de Direito, mas não frequentava as aulas.

Apreciava as tavernas, as francesas e suas bebedeiras eram assíduas.

Tornou-se secretário do marquês Châteauneuf e embarcou para a Holanda em 1713, por onde permaneceu por dois anos.

Seu regresso coincide com a morte de Luís XIV, e a posse do herdeiro do trono; uma criança que acabará de ser presenteada pelo destino com uma nação corrompida pelas mazelas governamentais.

Houve uma explosão de libertinagem e corrupção e, Arouet, com então, 21 anos sentiu-se a vontade para ingressar nesse ambiente mundano.

Destacava-se como exímio contador de anedotas e possuía a língua mais ferina entre seus pares.

Essa audácia sofreu sua primeira censura e, o jovem humorista viu-se preso aos 23 anos.

Foi levado à Bastilha, e lá conheceu opositores políticos, intelectuais rebeldes e muitos desafetos do extinto rei.

Sua reclusão foi profícua: criou uma peça para teatro: Édipo e um poema épico: Henriade.

Ambos sob a alcunha do pseudônimo Voltaire.

Depois de liberto, o artista passou a receber uma pensão anual, que lhe trouxe certa independência financeira.

Édipo se torna o grande sucesso teatral da temporada.

Mas, o sucesso cobra seu preço e, no alto de sua soberba escreve um fracassado enredo teatral: Artemire.

Envolveu-se então em diversos impasses sociais e foi convidado a partir para a Inglaterra ou voltar para a Bastilha.

Preferiu a primeira opção.

Do outro lado do Canal da Mancha, experimentou uma liberdade de pensamento nunca imaginada em seu país natal.

Swift, Pope, Locke e tantos outros filósofos e literatos discutiam suas obras, temas e opiniões de maneira pública e com apoio das instituições monárquicas daquela ilha.

Retornou para Paris em 1729, mais sarcástico e afiado do que nunca. Nessa época contava 35 anos de idade.

Sua presença continuava indesejada e Voltaire transitava misteriosamente pelo reino, ora em Paris, ora em Versalhes, às vezes diziam estar na Bélgica, outra vez na Holanda...

Sempre com o paradeiro incerto, devido aos inúmeros mandados de prisão, ao mesmo tempo escrevia para o teatro e dava inicio a sua obra mais contundente: O século de Luís XIV.

Contudo, uma apologia ofensiva ao reinado francês fez com que essa obra fosse interrompida e trancafiada e só publicada em 1751.

Mas, as coisas começaram a melhorar na vida de Voltaire.

Conseguiu, um emprego de historiógrafo real, o título de fidalgo e um lugar na Academia francesa.

Voltaire cria, então, um novo gênero literário: “o conto filosófico”, sendo o "Dicionário Filosófico" de 1764, um dos mais famosos até hoje.



III


O ano era 1755 e um terremoto de proporções nunca vistas naquelas plagas destrói Lisboa.

O povo europeu, extremamente supersticioso explicava como sendo o castigo de Deus sobre os portugueses.

Voltaire publica quatro anos mais tarde: “Cândido ou O Otimismo”, considerado pelos críticos seu melhor conto filosófico.

Na verdade uma resposta ao pensador e matemático Leibniz, que atestava: “Vivemos no melhor dos mundos”.


Em meio a tudo e todos, o filósofo continuava sua empreitada contra as injustiças sociais e a corrupção na nobreza e no clero.

Tornou-se uma espécie de ídolo do povo francês, era aclamado como “Defensor Público” dos injustiçados.

Com a morte de Luís XV, novo regresso a Paris, mas uma viagem desgastante abalou a saúde de Voltaire.

Mesmo debilitado e ranzinza, teve força para expulsar todos os padres e médicos que tentaram visitá-lo.

Uma de suas últimas frases registradas pelo seu secretário particular dizia enfática:

“Morro amando a Deus e meus amigos, não odiando meus inimigos e odiando a superstição.”


Em 30 de maio aos 84 anos, o nobre filósofo perdia a batalha contra a morte.

O governo de Paris recusou-se a enterrá-lo.

Amigos o conduziram sentado numa carruagem até Salier.

Doze anos depois a Assembléia Nacional da Revolução obrigou a vinda do corpo para o Panteão na capital francesa.

Foi aclamado e ovacionado por uma multidão.


Cerca de setecentas mil pessoas acompanharam o cortejo.



"(...) Todos os acontecimentos desencadeiam no melhor dos mundos possíveis. Se não tivéssemos sido expulsos de castelos, senão tivéssemos parados nas mãos da Inquisição, percorrido as Américas, perdido carneiros e duelado com o Barão não estaríamos comendo cidras e pistaches.


Muito bem, disse Cândido, mas é preciso continuar cultivando nosso jardim.”



*Fonte:



  • Voltaire: Vida e Obra: Editora Nova Cultural

  • Cândido ou O Otimismo: Edições de Ouro

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ontem foi seu aniversário



Ontem, reunimos alguns amigos, foi aniversário de minha esposa

Bebemos e falamos, rimos e choramos, celebramos a vida e degustamos

Nobres pratos, iguarias; agradeço-lhe por ter me trazido até aqui, um

contentamento, o nosso lar

Tenho a sensação que pertenço a algo superior, difícil mensurar



Nessa periferia, zona sul, a música ecoa e nos traz a sensação

Amplia a dimensão dos desejos, martela em nossa mente o poder da união

Coloque aquele vestido que tanto aprecio, realça suas curvas

Cessada as chuvas, abra seus olhos e venha comigo para um passeio misterioso



Com nossos amigos, seguiremos as estrelas, deixaremos o mundo para trás

Esqueceremos as imagens da TV e ficaremos em paz

Sentaremos num Bistrô e pediremos chopes artesanais

Confraternização e parabéns para você entre diálogos surreais...



... Permearão o nosso encontro naquela rua fina

Um amigo sai, outro casal chega e a noite nunca termina

Eu fico cego, esqueço tudo e você me vira a cabeça

Enfim, uma luz magnífica brilha para nós, visto o casaco às avessas



Eu não me lembro de mais nada, mas está tudo gravado em folhas reimpressas

Não se esqueça, coisas tecnológicas do Século XXI nos fazem equilibrar nessa linha tênue

Brilhe para mim minha querida, brilhe e brilhe, clareie minhas olheiras

Aumente minha cegueira com tua luz que me inebria



Grande valia ter tantos amigos assim...

... Desde o início até o fechamento

Da conta, estavam todos lá

Até os que se foram, os que passaram um pouco da conta, ao final estavam lá



E, terminamos a noite sorridentes...

... Cansados, suados, ébrios, onipotentes

Somos experientes, não há mágoa, rancor, ressentimentos e nem um “por que”

Juntos, em uníssono, todos aplaudiram e cantaram à vida:

“Parabéns a você nessa data querida...”



*A Tais GSM (29/01/1982)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Quando o sétimo selo for aberto






E fez-se o silêncio...

... O maior silêncio percebido desde então

Quando o inocente encontrou a Arca da Aliança




Muitos tentaram, não a encontraram

Nem escavadores, nem arqueólogos e nem aventureiros a encontraram

O conselho era óbvio demais para ser interpretado




Nela, um a um interligados, os selos se revelaram

E, até a sétima, as trombetas foram ouvidas por quem tinha ouvidos

Cada qual, trazendo sua exortação sonora hipnotizante aos aflitos




E a terceira trombeta um anjo tocou

Ainda nos faltam quatro...

Outro anjo, ansioso, nos avisou




Enquanto as fontes de água evaporavam

A estrela Absinto

Trazia amargor às que restavam




Na quarta trombeta, ocorreu um fenômeno astral

E, percebemos o surreal: “a lua sendo ferida aos nossos olhos”

Pobre dos que ainda moram nesse planeta inglório




Pois, ante a sexta trombeta

Contemplar-vos-ão os exegetas:

Fogo, fumaça e enxofre




Jacintos entre flagelos suscitar-nos-ão

A terça parte dos homens abnegados não lhes acompanharão

E os "não-escolhidos", preteridos, dizimar-se-ão




E, nem ainda assim, às revelações...

... Os que sobreviverem arrepender-se-ão

Das concupiscências, dos furtos que cometeram, da vaidade e da prostituição




Guardemos então, os acontecimentos na mente e em inscrições

Não tardou para ouvirmos os trovões, em seguida, às instruções:

Aos que restaram, vivam sem idolatria, leituras tolas e superstições

E, aperfeiçoem-se na fé por meio de jejum, amor e orações









*Baseado em ensinamentos do Apocalipse de João

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Gran Torino





Veja Mr. Kowalski

Já não sou mais tão menino...


... Arranjei uma namorada

Empreste-me seu Gran Torino








*A Clint Eastwood

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

As revelações do Sétimo Selo


"O Sétimo Selo” de 1956 é um filme do sueco Ingmar Bergman que, aterroriza-nos e ao mesmo tempo nos deslumbra com seu enredo surrealista:


“Ao voltar das Cruzadas, um cavaleiro nórdico que já se aproximava de sua aldeia, depara-se com uma figura lúgubre e fúnebre: A Morte.


Obviamente, relutou e não achou justo aquele encontro bem no momento que vislumbrava os montes que cercavam sua propriedade, estando tão próximo de casa, de sua esposa e dos filhos que não viu crescerem.


Atacara e vencera os otomanos e retornava consciente de sua função que exercera tão utilmente às tropas que servira; praguejou, vociferou e relutava em partir com Ela.


Porém, encontrou uma solução momentânea num instante de profundo discernimento frente ao perigo.


Surge, de súbito, uma afirmação deveras relevante em sua cabeça: “O medo me inibe a liberdade, não devo senti-lo”


Chamou-a então, para uma partida de xadrez onde o vencedor determina o destino daquele dia.

Na verdade ele sabia que perderia, pois ninguém vence a Morte.


Todavia, sua intenção era viver mais aquela ultima batalha lúdica.

Fazer jogadas, gerar estratégias de movimentação, avanço e recuo construindo toda a tática pensada.

E a Morte, por sua vez aceita e a partida se inicia.


O que se passa então é a tentativa da movimentação plena, livre, sem receios ou temores.

Só assim, com audácia, é que pode se sentir o gosto saboroso da vitória, mesmo ela vindo de outras formas incompreensíveis para aquele iminente momento.

Ele, astuto, prepara o cheque-mate, mas a Morte o ludibria e consegue descobrir sua próxima movimentação: "o cavaleiro a atacaria pelos flancos."

Num contra-ataque sagaz, a Morte vence-o.


Na nossa vida, podemos usar isso como simbologia concreta.

Temos as Micro-partidas, aquelas que perfazem determinados períodos específicos e temos a Macro-partida, aquela que executamos diversas combinações, transitamos em meio às informações que podem ser descartadas ou não, utilizadas ou não durante toda uma Vida.


A Vida, então, é a aplicação na realidade dos conceitos formados no Espírito.

Somos vencedores, e sempre seremos.

E a auto-estima é o remédio para todos os males.


Confiança e sentimento de segurança quanto a probidade da Vida é nosso bordão e nosso cajado.

Sejamos lúdicos como as crianças e sejamos ávaros como os oceanos.


Certa vez, Paulo Leminski escreveu:



Um dia desses, quero ser um grande poeta inglês do século passado,


Dizer:


Oh céu, oh mar, oh clã, oh destino


Lutar na Índia em 1866


E sumir num naufrágio clandestino.

domingo, 24 de outubro de 2010

Olimpíadas Colegiais do Estado de São Paulo - Atibaia SP


Entre os dias 10 e 16 de outubro foram realizadas em Estância Atibaia, as Olimpíadas Colegiais do Estado de São Paulo na categoria Infantil.


A aluna da EE Evaristo Fabrício, de Franca, Laira Rita Silva dos Santos do 1º C (E.M). conquistou medalha de prata nos 800m rasos com o tempo de 2’30’’3’’’

sábado, 16 de outubro de 2010

Alegação do professor



Oh, caro aluno!


A maturidade de espírito


Virá progressivamente


Jamais de repente



Porque estás


Tão inquieto assim?


Até me pareces


Um potro sem capim



És moço, juvenil e consciente


Tente aprender o que lhe ensino


Ao invés de questionar-me e me induzir


Provando-me sem cessar


Todo o conhecimento que não pude armazenar



*Homenagem aos mestres e professores

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"On the rocks" para os velhos parlamentares




Uma pergunta para Vossa Excelência...

De qual grife é a tua bolsa?

Só mais outra, por favor

Quantos membros há em sua família?



Eu vi a lixeira da miséria transbordar

Afinal, não sou um dos seus...

Sou mais um do povo

E nela, transbordam sonhos



Transbordam esperanças...

... Perdidas

Agora, Vossa Excelência me diga

Quais os drinks que o senhor mais aprecia?




*Ao novo legislativo que virá

sábado, 25 de setembro de 2010

Ao chefe do executivo ou a quem possa interessar







“Na segunda vez, mudei minha primeira impressão”





Bons discursos convencem, mudam a opinião

O emprego das palavras com tenacidade

Conseguem muito, traz finalidades, ovação




Mas, a palavra “pão”

Por si, não mata a fome

E a palavra “roupa” não faz o homem




Faça da propaganda política sua oração

Em louvor, detenha os ventos, espalhe a chuva

Com equidade, dê-nos educação




Será possível que governar é tão fácil?

Ou a propaganda é que foi tão boa?

Até os famintos e analfabetos admitem

Que o cardápio servido teve requinte



... De crueldade






À Bertold Brecht

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sem equívocos




Ambíguo retorno
De uma ambígua partida
Guerra perdida?
Dúvida...


Ambígua fantasia
Adornos ambíguos
Mascaram a afasia
Dessa ambiguidade esclarecida




*a Paulo Leminski
(Mandei a palavra rimar, e ela não me obedeceu)