sábado, 25 de setembro de 2010

Ao chefe do executivo ou a quem possa interessar







“Na segunda vez, mudei minha primeira impressão”





Bons discursos convencem, mudam a opinião

O emprego das palavras com tenacidade

Conseguem muito, traz finalidades, ovação




Mas, a palavra “pão

Por si, não mata a fome

E a palavra “roupa” não faz o homem




Faça da propaganda política sua oração

Em louvor, detenha os ventos, espalhe a chuva

Com equidade, dê-nos educação




Será possível que governar é tão fácil?

Ou a propaganda é que foi tão boa?

Até os famintos e analfabetos admitem

Que o cardápio servido teve requinte



... De crueldade






À Bertold Brecht

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sem equívocos




Ambíguo retorno
De uma ambígua partida
Guerra perdida?
Dúvida...


Ambígua fantasia
Adornos ambíguos
Mascaram a afasia
Dessa ambiguidade esclarecida




*a Paulo Leminski
(Mandei a palavra rimar, e ela não me obedeceu)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Nomes amenos




A vida passa, passou...
Só ficam os nomes, os selos
Retratos da existência legada
Claros e escuros, de família
Límpidos e sujos prenomes
Nomes da semana
E, das constelações
Alquimia de letras, poções


Em frases, verbos e complementos
Sobrenomes nas certidões de nascimento
Carregá-los, aderi-los e sê-los
Hinos, denominações, bandeiras e brasões
Dos lugares, povos e nações
Perpetuando a história dos
Pais, países, estados e principados
Gene das letras capacitadas continuando gerações




*a Paulo Leminski


(Milagre além do pecado, que sentido pode ter mais significado?)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Reminiscências de um velho solitário





Coração puro, amor inconsequente

Alma em paz, brincar inocente


Esperança...


... Cores vivas, lembranças vívidas

Ah! Como me era bom ser criança

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